terça-feira, 15 de outubro de 2013

Ao mestre com carinho.

Brasília, 15 de outubro de 2013.

Querido M. [com M maiúscula],

Com poucos meses, antes mesmo de andar, uma velha foto registra um carinho que só mais tarde eu poderia entender.
B com A, D com E. S O L E T R A R. Delta igual a bê ao quadrado menos quatro a cê. Vi vovó atrás da torre. Raimunda minha v... [Ops! Essa não pode contar pros p. que aprendi em sala]. Minha terra tem palmeiras onde canta o sabiá, seno a cosseno bê, seno bê cosseno a. AntíteseCatacreseMetáforaEufemismoPleonasmoParadoxoSinestesiaAnacoluto. [Ufa!] Política do Café com Leite [e não estamos falando de culinária]. Como posso lembrar de tudo tão claramente?
23 anos. Incontáveis pessoas incríveis que passaram. Passaram, mas não sem deixar tua marca.
Confesso que vi tantos filmes americanos "baseados em fatos reais" da S. T. te homenageando (me senti velha em não poder ver Meu Querido M. hoje - uma velha tradição que não pertence mais a ex.-a.) e ainda assim achava utopia o poder de transformação que lhe foi dado em 4 anos de estudo. Eu estudei 4 anos também, poxa. Hoje eu sei que não posso fazer metade do que você faz por milhões de crianças/pré-adolescentes-mimado-e-chatos/adolescentes/adultos porque não são 4 anos de estudo, são milhares de histórias compartilhadas ano após ano.
Eu podia dizer que você é desvalorizado, mal pago, explorado... Podia dizer muitas verdades e fazer milhões de protestos por você, mas sinceramente, farei isso nos outros 364 dias do ano, hoje, eu quero apenas dizer MUITO obrigada! E só isso.
Obrigada pela menina que você "criou" e pela mulher que você não viu, mas está aqui praticando todos os dias o maior dos ensinamentos que você deu [não estou falando de regra de três, ok?]. Você me ensinou a acordar cedo, e por mais difícil que eu saiba que meu dia vai ser, eu ainda faço o que amo sorrindo. Não importa quantos obstáculos vou ter, quantas pessoas vão duvidar da minha capacidade, quantos não's vou ouvir, quantas vezes vou pensar em desistir. Não é nada disso que define o que eu faço como "bom", mas sim o amor com que me dedico.
Você acreditou em mim quando nem eu mais acreditava. Eu nunca vi a menina esperta que você via, elogiava, incentiva e muitas vezes se preocupava. 
Você pode não lembrar meu nome agora, mas gosto de imaginar você falando da menina baixinha e tagarela que sentava no canto encostado na parede. Gosto de imaginar você contando sobre aquele pequeno pedaço de giz que você me deu dizendo: Pra você escrever teu nome e a data no primeira aula que você for dar. Gosto de imaginar que uma dia você vai me ver ser alguém grande e importante e dizer com orgulho: Foi minha aluna.
Tudo o que fiz, faço ou vou fazer é para que um dia você possa ouvir em alto e bom som o que hoje digo:

Obrigada, mestre! [E sem mais.]
F. [s] T.

~A todos os [meus, seus, nossos] mestres, do maternal a graduação, com todo carinho.~

domingo, 1 de setembro de 2013

Para não ter carta.

Brasília, 01 de setembro de 2013.

Querida K.,

Tenho milhões de pensamentos soltos e tortos na minha cabeça, tenho um coração machucado e uma lágrima contida (entende-se escondida), mas pela primeira vez não sei escrever sobre isso tudo. Não sei. [ou não quero!]. E por isso, hoje não tem carta.

Com amor,
F. [s] T.

domingo, 28 de julho de 2013

Para nunca saber como teria sido.

Brasília, 11 de abril de 2013.

F. [c] L.,


E se a gente não tivesse conversado? E se não tivéssemos nos magoado? E se eu não tivesse ido àquela festa? E se você não tivesse beijado aquela garota? E se aquele festival não tivesse acontecido?
E se você não tivesse cantado aquela música no meu ouvido? E se você não tivesse dito que me amava, se não tivesse me esquentado naquela noite fria, se eu não tivesse aqueles ingressos?
E se... E se eu não tivesse desistido daquele outro alguém? E se você não tivesse passado aquele domingo comigo, tomando chopp e tentando me animar? E se você não tivesse aparecido no hospital naquela tarde de sábado? Se não tivesse me levado pra almoçar, se não tivesse me presenteado com o infinito? E se você não fosse a primeira pessoa que vinha a minha mente quando eu precisava de colo?
E se a gente não tivesse se afastado? E se a gente não tivesse medo de ficar juntos? E se não tivéssemos prometido não prometer, não cobrar? E se você não tivesse ido àquele show na semana da minha formatura? E se eu não tivesse conhecido aquele paulista? E se eu nunca tivesse feito aquela viagem, se não tivéssemos brigado no dia do meu embarque?
E se eu nunca tivesse te proposto ir àquela tributo do R.? E se não tivéssemos passado tanto tempo discutindo porque nunca tínhamos tempo de estar juntos?
E se eu nunca tivesse te apresentado meus amigos de infância? Ou se nunca tivéssemos ido àquela festa cheia de B.-songs? E se eu não soubesse o verdadeiro disso tudo? E se eu nunca tivesse ido àquela exposição no teu quintal? Se nunca tivesse procurado reviver nossa amizade que andava morna?
E hoje eu me pergunto e se eu não tivesse esperado até o fim de julho pra terminar essa carta? E se você lesse tudo isso? E se eu nunca souber qual foi tua reação diante de todos os meus "se's"? E se essa história nunca tiver um fim?

F. [s] T.

terça-feira, 16 de julho de 2013

Para responder o porquê a gente terminou.

Brasília, 15 de julho de 2013.

-.,

Hoje, em uma daquelas velhas conversas de almoço com as minhas amigas e, dentre várias risadas e histórias, surgiu uma pergunta que me inquietou: porque vocês terminaram? Balancei os ombros e fiz cara de quem não tinha ideia e a verdade é que me lembrava bem do momento em que rompemos, mas não o que levou àquilo.
Voltei pro trabalho martelando minha memória e foi quando percebi que você queria me prender no teu mundo, um mundo onde as pessoas não dançam e tem poucos amigos. E foi por isso que a gente terminou.
Você me amava, me amava muito, mas só sabia que me amava, quando já amava outro alguém, e foi por isso que a gente terminou.
Dentre tantas decisões de como provar o quanto eu gostava de você, você me trouxe incertezas, mentiras e uma desconfiança que nossa felicidade não suportou e, também, foi por isso que a gente terminou.
Você tinha uma queda por todo e qualquer rabo de saia que passasse por você. Não tinha como (ou não queria) controlar. E foi por isso que a gente terminou.
Foi por você se esconder, por não retornar minhas ligações, por furar comigo, por não ter coragem de dizer que tinha medo quando teve. Foi por isso que a gente terminou.
Nós fizemos um pacto que não permitia cobrança, paixonites ou ciúmes, prometemos amizade acima de tudo. Até você me propor, dentro disso tudo, um relacionamento sincero quando sabíamos que não poderíamos manter esse sonho. E foi por isso que a gente terminou.
Foi por você me mimar demais, por você tentar me conquistar todos os dias, foi por você não desistir de mim até conseguir o que eu quero. E quando eu quis, você não quis mais e, então, foi por isso que a gente terminou.
A gente descobriu no presente o que buscávamos no passado, mas a atração baseada nos seus sonhos adolescentes não foram suficientes pra enfrentar o dia a dia ao meu lado, e foi por isso que a gente terminou.
Foi por causa do seu sorriso, seu abraço, sua voz baixinha no meu ouvido... Foi por tudo isso que sempre era seguido de um "eu me apaixonei (ou reapaixonei) por outra pessoa". Foi por isso que a gente terminou.
Foi por você reaparecer, me propondo a maior de todas as aventuras e foi por você destruir todas as expectativas que eu nem havia criado ainda. Foi por isso que a gente terminou. E então a gente voltou. Voltou porque você tinha o ombro amigo que eu precisava, porque você sabia o que eu gostava e como eu gostava de tudo, isso ia da sobremesa que eu amava a música preferida do meu rockeiro baiano. Mas foi o seu desespero ao se ver apegado alguém que deu fim a tudo isso. Foi por isso que, de novo, a gente terminou.
Foi por sua imaturidade, seu medo de assumir que uma hora é preciso crescer, foi por isso que a gente terminou.
Foi por eu amar demais. Foi por ter sido amada demais. Foi por isso não ter acontecido ao mesmo tempo. E foi então que eu entendi o porquê que a gente terminou.
F. [s] T.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Para o dia do amor par.

Brasília, 12 de junho de 2013.

Namorado,

Feliz dia do xuxu, nenem, bebê, tchutchuco, dengo, vida, nem. Feliz dia do amor. 
Feliz dia dos cafunés, moletons e brigadeiro de colher. Dos dias de chuva e filme e das baladas com os amigos do outro que não suportamos. Feliz dia da briga pelo controle remoto, da briga pela coberta de madruga e feliz dia da reconciliação.
Feliz dia das mensagens de "bom dia", "boa tarde" e "boa noite". Feliz dia das flores, jantares a luz de vela, dos dogs de rua e do vinho Canção que é o que o dinheiro permite no fim do mês.
Feliz dia de dividir as preocupações e somar as loucuras. Feliz dia do sorriso bobo e sem explicação, do brilho no olhar e feliz dia das mãos dadas.
Feliz dia da saudade após 5 min depois do tchau. Ou melhor, feliz dia do "eu não quero dizer tchau".
Feliz abraço. Feliz beijo. Feliz chamego.

Feliz, feliz e feliz.

Feliz porque é assim que você me faz sentir todos os dias. Feliz todos os dias já vividos e todos os outros que eu não consigo imaginar sem você.

Com todos os  xuxu's, nenem's, bebê's, tchutchuco's, dengo's, vida's, nem's...
Com amor,
Namorada

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Sobre a percepção do toque.

Brasília, 06 de junho de 2013.

Boa madrugada, querida K.!

Primeiro preciso pedir desculpas por ficar tanto tempo sem te escrever, mas precisava dividir esses sentimentos malucos com algumas outras pessoas.
E por falar em maluquices, minha cabeça estava uma zona, mas o coração... Esse estava devastado e, por isso, fechado por tempo indeterminado.
Cansada de falsos amores, querida K.. Cansada de carinhos temporários, de ensinar a ser fofo para utilizarem isso com futuras namoradas. Foi-se o tempo em que me orgulhava desses pequenos feitos. Não queria alguém que se arrependesse por ter me perdido, sweet, queria alguém que simplesmente não soubesse e nem queria saber o gosto que tem não me ter dia a dia, lado a lado como diz a canção.
Mas o que venho te contar é sobre a esperança no amor que vi hoje.
Não tinha beijos longos, abraços apertados ou mãos bobas. Não estava escuro, não haviam velas ou qualquer indicio de noite romântica. Havia frio. Havia um balcão que os distanciavam e alguns adolescentes para atrapalhar um pouco. Havia mil motivos contra, mas um a favor. Aquelas mãos dadas.
Sweet, aquilo bastava pros dois.
O toque suave, o olhar de segurança e uma mão entrelaçada a outra. Uma vontade de não deixar o outro partir.
Queria K., eu vi um pequeno sinal de amor nascendo naqueles dois sorrisos bobos. Eu vi um pequeno sinal de amor na força daquelas mãos.
E de repente, eu vi um pequeno sinal do amor renascer em mim.
Com amor,
F. [s] T.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Sobre as reticências.

Brasília, 29 de maio de 2013.

A.,

Na sua última carta, você me perguntou o que será do nosso amor e eu te pergunto se você conseguiu lembrar dos nossos planos, das viagens marcadas e nunca realizadas, da cor das persianas da casa que não tivemos, do Bull, o cachorro que não criamos. 
E de tanto imaginar, fantasiamos esse futuro incerto e, de todos os meus medos, o pior é imaginar o amanhã sem você, sem as viagens, casa ou sem o Bull. Sem qualquer ligação com você.
O que será do nosso amor, A.? Será, como sempre, o que nunca foi. 
Ah! Se eu pudesse voltar... Nosso amor seria feito de realidade e não de feitos não feitos.
Com essa carta vai junto o ponto final dessa história, por favor, só me devolva com reticências.
F. [s] T.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Para a despedida de solteira.

Ilha Bela, 14 de maio de 2016.

Você.

Cá estou eu com minha falsa insônia nervosa pensando em como passei anos da minha vida sonhando com o dia de amanhã. Sonhei com o sol brilhando levemente, uma brisa nos cabelos e a areia por entre nossos pés. Sonhei em não ter mais que sonhar em conhecer alguém pra vida toda. Agora eu tenho você. Sempre terei.
Foram tantos desamores até me deparar com o que é amor e amor é você. É seu sorriso de manhã, é você segurando minha mão enquanto dormimos, é seu corpo quente me envolvendo, é caminhar sem rumo, mas juntos. É esse desejo incontrolável de seguir no pra sempre que escolhemos e traçaremos daqui em diante.
E é por isso que digo obrigada. Obrigada por fazer com que, amanhã e todos os outros dias da minha vida, eu saiba o que vem depois do felizes para sempre.

Com amor,
Da noiva, futura sra. você

domingo, 7 de abril de 2013

Para os itens de uma lista.

Brasília, 07 de abril de 2013.

Querida K.,

Ele tem que ter um sorriso cativante, um olhar firme e um abraço forte. E quando essa combinação se encaixa, você descobre que não é isso que basta para se entregar a uma paixão.

Você tem amigos e eles precisam "simpatizar" com o novo "coleguinha". Ele tem que ser divertido, descolado e animado. Mas isso ainda não é o suficiente pra defini-lo como "o cara certo pra você".
Sua família quer um homem responsável, respeitador e educado. Tem que ser aquele cara que cuida de você 25h por dia e que tenha assuntos variados. Não é bom que seja baladeiro, mas não pode ser parado. E digo: calma! Você ainda não deve confiar nessa lista de pré-requisitos.
A sociedade quer pra você um homem trabalhador e que domine assuntos em geral. E por falar em sociedade, baixinho demais, alto demais, gordo demais, magro demais, novo demais, velho demais, tatuado demais, desbocado demais, tímido demais ou qualquer coisa demais também não é bem quisto.
Ufa! Ele preencheu todos os itens da lista que o meu subconsciente formulou, mas... Ele já não tem um sorriso tão cativante ou um olhar tão firme.
Por favor, querida K., chame o próximo da fila.

F. [s] T.

terça-feira, 26 de março de 2013

Para o mapa-mundí ser pequeno.

Rio de Janeiro, 27 de março de 2013.

P.,

Me sinto tão só sem você aqui do meu lado. O mundo roda rápido a ponto de me fazer sentir tonturas inexplicáveis. As noites são frias e já não me sinto contente.
Tínhamos planos bonitos e sinceros. Tínhamos a eternidade ao nosso favor. Juramos um mundo de possibilidade e juramos torná-las realidades juntos. Desejávamos um painel de boas recordações na sala e uma cozinha com armários amplos onde eu pudesse "esconder" os copos.
Me diga, P., onde você está? Me diga que te acho na imensidão desse mundo. Seja delicado em suas respostas, na forma de desejar me esquecer. 
E se eu pudesse voltar atrás?
Se eu pudesse voltar e perguntar: O que será do nosso amor?

Do [nosso] amor,
L.

~Inspirado na Série Do Amor e na música Mapa-Mundí de Thiago Pethit~

quinta-feira, 21 de março de 2013

Para explicar porque os olhos brilham.

Brasília, 21 de março de 2013.

R. P.,

Eu queria que os meus olhos tivessem brilhado antes. Queria ter sentido o aperto do abraço como hoje, mas as vezes parece que para sentir essas coisas é preciso mudar o lugar que as pessoas ocupam na minha vida. 
Sempre me gabei dessa velha mania de ser a "boa amiga" dos meus e., mas hoje comecei a me questionar porque o papo não fluía da mesma forma antes. Porque as brincadeiras eram bobas e não engraçadas como agora?
O sorriso de hoje me pareceu mais sincero, os olhares com menos medo e mais admiração. Você parecia me ouvir.
As vezes (entenda como sempre) questiono qual é o verdadeiro sentido da palavra relacionamento para as pessoas e chego a imaginar que o real significado não passa perto do que eu chamo de ideal.
E o ideal é exatamente o que aconteceu hoje, mas com os afagos e beijos. É o conversar, é o estar junto fazendo coisas bobas, é perguntar como o outro está, como foi aquele bate papo que você sabe, viu e notou o quanto eu estava nervosa, é incentivar, é perceber o quanto um admira o outro nas coisas pequenas, nos detalhes.
Eu gosto de você, mesmo sabendo que não deveria, mesmo entendendo, de verdade, que você não merece essa minha curiosidade toda em te entender. Mas toda vez que eu tenho vontade de te procurar, mas não procuro, eu penso se você faz o mesmo. 
E isso tudo deve significar alguma coisa. Deve significar uma dessas coisas que a gente tenta explicar e não tem explicação.
F. [s] T.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Para o parabéns do melhor amigo.

Brasília, 21 de março de 2013.

D. L.,

A primeira conversa. Bochechas vermelhas. Você me convencendo de que era legal. Eu te odiando sem odiar. Amigos. Laboratório de Biologia. Quarta-feira. Escada. Roxette. Piadas. Nova namorada e novo namorado. Ciúmes. Medo de perder. Cuidado. Colo. Apoio. Cartas. Sorrisos. Abraços. Melhores amigos. Melhores. Crisma. Formatura.
Nossa primeira briga. Orgulho. 1 mês. Saudade. 2 meses. Saudade. Saudade. 3 meses e mais saudade. Vestibular. Frustração. Apoio. Perdão.
Ligações. Família. Crisma. Formatura. Vestibular. Nova vida. Velhos amigos. Bons amigos. O melhor amigo.
Primeiro emprego. Angustias. Medos. Amor
Universidade. Banca. Roxette. Ligações. Abraços. Saudades. Saudades. Saudades. Tempo. Distância. Amigo.
8 anos. História, a nossa.

Parece tão pouca, mas só a gente sabe o que cada palavra dessas significa. Qual a real importância disso tudo na nossa vida. O sentido da palavra amor ultrapassar fronteira de tempo e distância.
Obrigada por esses 8 aniversários ao teu lado e que ainda tenha muitos e muitos outros milhões de motivos para comemorarmos essa data juntos.
Eu te amo, te admiro pelo que você é e pelo o que me tornei ao teu lado. Obrigada por me ensinar a ser como eu sou, por estar do meu lado sempre. Por brigar comigo quando precisa e ainda assim no fim dizer: eu te apoio, mané.

Você é meu melhor amigo. E se não fosse, pediria um igualzinho.

Feliz aniversário!
Com amor,
F. [s] T.


domingo, 17 de março de 2013

Para dizer o que o medo não deixava.


Brasília, 25 de outubro de 2009.

R. M.,

Não foi assim que imaginei nossa conversa. Na verdade, tem dias que quero ter uma conversa que não consigo imaginar como seria.
Eu tenho uma velha mania de escrever cartas quando o assunto é complicado. Li uma vez em um livro que elas são a melhor forma de dizer algo que você tem medo porque você não vê a reação da pessoa nem precisa ficar horas debatendo o assunto. A pessoa simplesmente lê, concorda ou discorda, mas engole e pronto! Sabe, nesses anos em que tenho levado essa teoria na prática, verdade ou não, sempre foi mais fácil assim.
Não imaginar como seria a nossa conversa me faz ter um medo absurdo de conversar com você. Me sinto uma adolescente de 15 anos ridícula e apaixonadinha pelo charmoso professor de geometria, mas tudo bem.
Às vezes me pego pensando que tudo o que aconteceu entre a gente não acabou aqui, que a nossa conversa só será a confirmação de que estamos juntos. Depois penso que nós não estamos juntos mais, nem vivendo aquilo que começamos a quase 2 meses atrás. E às vezes, bem as vezes, chego a pensar que fantasiei um sentimento maluco dentro de mim.
Eu não menti quando disse que não queria namorar. Eu realmente não queria e ainda não quero. Exagero ou não, os meus últimos relacionamentos não me deixaram marcas muito boas. Dois namoros baseados em mentiras e chifres. Meus sentimentos sinceros trocados por intrigas e “terceiras” intenções. Entre eles vivi relacionamentos frustrantes e desanimadores, sempre com um começo fadado ao fim.
Não, essa carta não é para lamentar meus fracassos em relacionamentos. Mesmo porque não lamento por eles, só pessoas com um espírito pequeno lamentam coisas que mesmo que minimamente tiveram sua importância.
Voltando
Bom, quando dizia que não estava te pressionando é porque realmente não estava. Sei que meu jeito assusta. Essa de uma hora ser um doce e depois parecer que quer provocar, depois parece que quer algo sério e depois diz que não quer nada. Nossa... Acho que fiquei confusa comigo mesma agora.
Cedo ou tarde demais quero que você saiba como eu sou e o que espero/esperava de você.
Quando te conheci na festa da P. [r] A., primeiro esperava que você fosse só mais um menininho “canalha” amigo do W. [f] B.. Canalha no sentido de não se importar com mais nada além de um grande ego. Bom, você não é assim e confesso que o W. [f] B. e o R. [c] M. também não são como eu pensava (Ufa!). Depois de conversar com você um pouco, juro que de certa forma me arrependi de ter voltado com o A. P. logo naquela noite. Sei lá, de algum jeito você me mostrou, mesmo sem saber, que existiam garotos capazes de me fazer sorrir e que eu não precisava apostar mais uma vez no garoto ordinário que deu em cima da minha melhor amiga 5 min depois de me beijar. O arrependimento passou e eu te achei tão fofo que enchi o saco da C. [m] R., sim da C. [m] R. (ao contrário do que você pensa, eu realmente ia te arrumar uma amiga minha) para ela investir em você, mas ela nem deu trela e a gente levava isso na piada.
Eu precisei ir embora e nós trocamos telefones, sabe o que eu esperei de você nessa parte da história? Que você fosse só mais um número. Mas antes que eu pudesse dormir, você cumpriu a primeira promessa e me enviou uma mensagem. Garoto de palavra! Bastou isso pra eu voltar a pensar porque eu estava com o A. P..
No dia seguinte, eu, P. [r] A. e C. [m] R. fofocamos sobre a festa. Falar de você foi natural e eu acho que isso nem preciso dizer né?! Depois disso, você seguiu daí e eu de cá. Namorei com o A. P. e acreditei que gostava dele, ou pelo menos me esforcei pra isso. Acabei te esquecendo por um tempo.
Mas quando me convenci de que o que estava acontecendo entre eu e ele não era “gostar”, você apareceu novamente com o seu jeitinho encantador. Meu namoro terminou de afundar. Não foi por você, foi porque o A. P. não conseguiu fingir mais e eu sofri porque ainda estava acomodada àquele jeito de ‘tratar bem’.
Na festa da G. d’L., foi tudo muito diferente. Nossos papos na internet, pra mim sempre foram brincadeira sabe?! E lá não foi. Aconteceu. E sabe, foi muito legal. Morri de medo, vergonha, sei lá o que. Mas no fundo eu tava curtindo tudo aquilo. Os beijos, carinhos, os olhares. Não da pra pensar naquela noite sem lembrar de você dizendo: “Quando a gente vai se ver de novo?” e eu responder que ia ser quando você me ligasse e você ligar na mesma hora.  Não da pra não sorrir escrevendo todas essas coisas.
Depois, a pizza do dia seguinte e os finais de semana que foram divididos com você. Sempre bons momentos, sempre muitas risadas e claro, sempre um monte de gente com a gente. No começo, achava estranho isso. Ficava tímida com seus amigos e tal. Mas depois acabava sempre me divertindo bastante. Você é cercado de pessoas incrivelmente simpáticas e divertidas, e, principalmente, que gostam muito de você. Fique feliz por isso.
No meio de tudo isso existiram momentos muito especiais, como na casa do R. C.. Foi a primeira vez que não me importei de verdade com o que estavam pensando, se estavam me olhando torto ou me julgando por você estar lá. Acho importante você saber disso, porque sei que muitas vezes demonstrei o contrário.
No seu aniversário, tanto na festa quanto no dia mesmo, foram dias legais, muito legais com você.
Daí veio a viagem dos meus p. e aquela conversa super tensa que a gente teve. Eu fiquei feliz com sua reação na hora, mas depois você começou a ficar diferente. Nós paramos de nos ver, sempre uma desculpa ou alguma coisa que não da certo. Te assustei né?!
Desculpa! Não foi intencional, menos ainda pressão para qualquer coisa. Mas agora foi, fazer o quê. Enfim, ainda assim não é muito tarde para explicar. Você frequentava minha casa e pra mim era super desconfortável esconder do meu p. o que rolava, desconfortável por mim e por você. Sabe, eu não to fazendo nada errado, eu sei, mas eu também tenho que respeitar a opinião dele. Ele não é nenhum carrasco ciumento, mas tem lá suas convicções e eu não espero que você concorde nem nada do tipo, mas que respeite isso. E eu sei que respeita.
Bom, depois disso as coisas ficaram estranhas. Na minha casa foi estranho no começo, mas depois achei que tivesse ficado tudo bem.
Você viajou logo em seguida e com isso deu um belo nó na minha cabeça. O que eu não consegui entender foi porque você passou dias dizendo que ia ligar ou que queria me ver, e de repente foi e voltou sem dar o menor sinal de vida. Ai passei o fim de semana ouvindo minha m. perguntar cadê você, se tinha dado sinal de vida, falando que não estava entendendo e eu nem podia explicar nada porque eu entendia menos ainda tudo isso.
Eu esfriei, realmente esfriei as coisas, como uma forma de defesa. Eu gosto um bocado de você, mas se tem algo que aprendi com tudo isso foi gostar mais de mim do que dos outros. Só que não saber o que ta rolando me incomoda profundamente.
E com tudo isso, as nossas conversas de MSN só me deixam mais e mais confusas. Tem horas que são frias, tem horas que são super legais e tem horas que são do jeitinho de antigamente. Tem horas que me deixam com uma saudade louca e tem horas que me deixam sem a menor esperança de qualquer outra coisa. Dúvidas e mais dúvidas entende?!
Não quero não saber se estou ou não com você e, quando digo estar, não estou falando de compromisso, mas de esperar o mínimo de atenção, a mesma atenção que eu tinha quando te conheci.
Essa carta não é o fim de nada, nem o continuar, nem o começo. É só uma oportunidade de desabafar e dizer tudo o que quis te dizer e ainda não consegui. É uma abertura para que você, mesmo não sabendo lidar com as palavras como você diz, também me fale. É uma demonstração de que me importo com tudo isso, com você, comigo. E espero que você tenha entendido isso.
Beijos com um carinho enorme e um monte de zerinhos.
“Teadoro do verbo teadorar.”
F. [s] T.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Das coisas que aprendi no cinema e me lembram você.

‎"Ter o coração partido significa que você tentou algo."

~Comer, Rezar e Amar.~

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Para ouvir estrelas.

Brasília, 30 de janeiro de 2013.

H. M.,


As pessoas acreditam que se apaixonam por pessoas, mas na verdade, todo mundo se apaixona por palavras. [Meu fraco, confesso, sempre foi um papel rabiscado de sentimentos bonitos].
Das lindas declarações de amor até os bilhetinhos rápidos que diziam: saudade! e só.
Não importa como recebê-las, se ao pé do ouvido ou entregue na caixa de correio quase que clandestinamente. Pode ser um soneto criado por você ou o trecho de uma música. O importante é fazer sentido, é se fazer presente, é ser verdadeiro e doce.
Você pode lembrar dele abrindo a porta do carro ou da fantasia improvisada que ele fez pra te impressionar, mas o que dá frio na barriga é o pedido de namoro sussurrado no ouvido embaixo da chuva ou o primeiro te amo, é a música cantada olhando nos olhos, é a voz rouca de manhã cedo dizendo: boba, não era pra você atender, era só pra quando você acordasse ter meu nome no visor do seu celular e eu ser a primeira pessoa em que você vai pensar no dia.
Entenda, não é a rosa amassada guardada dentro do livro que impressiona, é o poema que está escrito bem ali. É aquele que diz:

"Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e e de entender estrelas"


É isso, são só as palavras e as boas lembranças que ficam junto de um sorriso tímido e uma lágrima escondida.
F. [s] T.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Para apagar.

Desculpa, K., mas foi preciso apagar a carta que te escrevi. O motivo? Não ter provas que esse sentimento existiu.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Para um post it cor laranja.

Nota mental: Não mendigar amor! Obrigada,
À diretoria.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Para a súbita surpresa.

Brasília, 12 de outubro de 2012.

Querida K.,

Coloquei aquela saia bonita, a camisa transparente e rosa. Sutiã rendado e as meias 7/8 que comprei para usar com ele. Fiz uma maquiagem sutil e prendi o cabelo de lado para mostrar o pescoço. Brincos delicados e sapato baixo.
Estacionamos longe e pensei: ele e essa imagem que não há frescura comigo. Confesso que acho bom termos chegado a esse nível de intimidade. Então, já a caminho, conversamos sobre a volta e ele, com um sorriso, disse que eu não  me preocupasse e que poderia esperá-lo buscar o carro. Achei fofo. E notei que ele não era ele.
F. [s] T.

~A carta rabiscada em um caderninho esquecido.~